CORAGEM: ARRISQUE TUDO.

agosto 19, 2009 at 6:50 pm Deixe um comentário

A vida exige enorme coragem. Os covardes apenas
existem, não vivem, porque toda a vida deles é
orientada pelo medo, e uma vida orientada pelo medo
é pior que a morte. Eles vivem em um tipo de
paranóia, eles têm medo de tudo e não apenas das
coisas reais, eles temem as coisas irreais também.
Eles têm medo do inferno, de fantasmas, de Deus.
Temem mil coisas que eles próprios, ou outros como
eles imaginaram. O medo é tão grande que quase se
torna impossível de viver.
Somente os corajosos podem viver. A
coragem é o primeiro passo a ser aprendido. Apesar
de todos os medos, temos que começar a viver. E por
que é preciso coragem para viver? Porque a vida é
insegurança. Se você fica preocupado demais com
proteção, você permanecerá confinado em um
pequeno cantinho, quase em uma prisão, construída
por você mesmo. Será seguro, mas não será vivo. Não
terá aventura êxtase.
A vida consiste em explorar, entrar no
desconhecido, alcançar as estrelas!
Seja corajoso e deposite tudo aos pés da vida;
nada mais é valioso. Não sacrifique a sua vida por
pequenas coisas – dinheiro, segurança; nadas disso
tem valor. Cada um deve viver sua vida tão
totalmente quanto possível; somente então surge a
alegria, somente então o transbordamento da graça
divina se torna realmente possível.
Aqueles que realmente desejam viver tem que
correr muitos riscos. Tem que se mover sempre no
desconhecido, tem que aprender uma das lições mais
fundamentais: que não existe lar, que a vida é uma
peregrinação – sem começo, sem fim. Sim, existem
lugares onde você pode descansar, mas são paradas de
uma noite e, pela manhã, você deve partir novamente.
A vida é um momento constante, nunca chega a
qualquer fim; é por isso que a vida é eterna.
A morte tem um começo e um fim.
A morte é uma concepção errada. As pessoas
criam a morte porque anseiam segurança. É o desejo
de segurança e proteção que cria a morte, que o faz
temer a vida, que lhe obriga a excitar penetrar no
desconhecido.
O único elemento da vida é o risco; quanto
mais você arrisca, mais você está vivo. E, uma vez
que compreenda isso – não por desespero, não por
impotência, mas a partir de uma consciência
meditativa – uma vez que compreenda isso, você fica
arrebatado pela absoluta beleza da possibilidade.
O homem pode receber com desespero o fato
de ficar sem lar, mas aí perde-se todo o ponto. Foi aí
que o existencialismo perdeu o ponto da questão. Eles
chegaram muito perto; a verdade estava logo adiante.
Estavam tão próximos como qualquer Buda, mas aí se
perderam.
Ao invés de ficarem felizes, ficaram muito,
muito tristes por a vida não ter significado, por a vida
não ter objetivo, por a vida não ter segurança.
Ficaram muito embalados; isso era perturbador.
Os Budas também chegaram a essa conclusão,
mas em lugar de ficarem tristes, eles deram um salto
para o conhecimento. Eles ultrapassaram todas as
barreiras. Aceitaram isso como a vida. Aceitaram que
isso faz parte da própria natureza da vida; não faz
sentido sentir-se frustrado. E entenderam como é belo
a vida ser insegura, porque então existe a
possibilidade de explorar, de inventar, de se deparar
com o novo, de ter-se surpresas. Se tudo fosse seguro,
certo, não haveria nenhuma emoção.
Os Budas dançaram. Ao verem o inacreditável
acontecendo, eles rejubilaram. Jesus diz muitas vezes:
“Alegrem-se, alegrem-se”, eu vos digo alegrem-se.
E esse é todo meu ensinamento. Eu não lhe
dou uma meta, não lhe dou nem mesmo um censo de
direção. Eu simplesmente o torno consciente da
facticidade da vida – o que ela é, como ela é. Entre
em sintonia com a vida.
Acompanhe-a, sem desejos pessoais,
particulares, sem idéias de como a vida deveria ser.
Deixe-a como ela é, relaxe.
Suas casas parecem mais sepulturas. Você está
preocupado demais com segurança, e isso mata,
porque a vida é insegura. É assim! Nada pode ser
feito sobre isso; ninguém pode tornar a vida segura.
Todas as seguranças são falsas, imaginarias. Uma
mulher o ama hoje – amanhã quem sabe? Você pode
ir ao cartório e estabelecer um vinculo legal, pelo qual
ela continuará sendo sua esposa amanhã. Ela pode
continuar sendo sua esposa pelos vínculos legais, mas
o amor pode desaparecer. O amor não conhece lei. E
quando o amor desaparece, a esposa permanece
esposa, e o marido, marido, então existe uma morte
entre eles.
Por causa da segurança, criamos o casamento.
Por causa da segurança criamos a sociedade. Por
causa da segurança sempre percorremos um caminho
já aberto.
A vida é selvagem. O amor é selvagem. E
Deus é absolutamente selvagem. Ele jamais vira ao
seus jardins, eles são demasiado humanos. Jamais virá
para suas casas, elas são demasiado pequenas. Jamais
será encontrado nos seus caminhos que estão prontos.
Ele é selvagem.
Lembre-se, a vida é selvagem.

Fonte: OSHO: Vida, Amor e RISO. 64,65,66,67

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