PRESERVAÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

agosto 21, 2009 at 11:35 pm Deixe um comentário

Desperdício de recursos naturais       

A maneira como os animais são criados para alimento é uma ameaça ao planeta. Polui o meio ambiente e consome enorme quantidade de água, grãos, petróleo, pesticidas e drogas. Os resultados são desastrosos.

Dr. PhD David Brubaker, Center for a Livable Future (Centro por um Futuro Sustentado), Johns Hopkins University, “Environmental News Network” (Rede de Notícias Ambientais), 20/9/1999
 

Uma dieta vegetariana pode alimentar consideravelmente mais pessoas do que uma dieta centralizada na carne. O livro “State of World Hunger” (Situação da Fome no Mundo), de autoria de Peter Uvin do Programa sobre a Fome Mundial da Brown University, dá uma estimativa da população potencial que é suportada pelo suprimento de alimentos mundial em 1992, sob as várias dietas:

Dieta quase puramente vegetariana 6,3 bilhões de pessoas
15% de calorias de fonte animal 4,2 bilhões de pessoas
25% de calorias de fonte animal 3,2 bilhões de pessoas
FONTE: FAO (Organização da Alimentação e da Agricultura – Nações Unidas), 1993.

A fome mundial é um problema complicado, e se tornar vegetariano não vai necessariamente aliviar a fome a curto prazo em seu país. Contudo, ser vegetariano é um passo no sentido de economizar recursos que poderão ser usados para alimentar as pessoas no futuro.

Impactos Ambientais
A Organização da Alimentação e da Agricultura (FAO) das Nações Unidas coordenou a emissão de um relatório em 1996, o Livestock & the Environment (Gado e Meio-Ambiente). O relatório lista os seguintes problemas encontrados no procedimento de plantar para alimentar os animais:

Biodiversidade diminuída pela perda de habitats e danos no ecossistema
Erosão de solo
Redução da água disponível para irrigação
Produção de gases que causam o Efeito Estufa (óxido nitroso e dióxido de carbono)
Esgotamento do aquífero (lençol freático)
Contaminação da água pela infiltração de nitrogênio, fósforo e pesticidas empregados nas plantações
O relatório lista os seguintes problemas criados pelo esterco animal:

Contaminação das águas
Danos no ecossistema aquático
Produção de gases que causam o Efeito Estufa (óxido nitroso e metano)
Contaminação do solo por metais pesados
Chuva ácida e danos nas florestas causados pela emissão de amônia 
 
 O relatório declara que a energia dos combustíveis fósseis é o maior dos insumos da produção industrial de ovos, leite e carne animal, e que os sistemas industriais (fazendas-fábrica) são ineficientes na conversão dessa energia em alimentos para os humanos.

As granjas industriais coletam os excrementos animais em grandes lagoas que vazam para os cursos de água locais. As fazendas intensivas de porcos têm tornado o ar irrespirável em várias comunidades rurais; alguns dos residentes são obrigados a usar máscaras quando saem de casa (revista Time, 30/11/98).

Os excrementos suínos e de aves tem contribuído para a difusão de organismos patogênicos nos cursos d’água, envenenado humanos e matando milhares de peixes (revista Scientific American, 8/99). O livro publicado pelo senador norte-americano Tom Harkin em dezembro de 1997, “Animal Waste Pollution In America” (Poluição dos Dejetos Animais nos EUA) diz que de 1995 a 1997, mais de 40 vazamentos de dejetos animais mataram 10,6 milhões de peixes.

 A criação de pastos e a vida selvagem nativa
A criação de gado em pastos impróprios tem causado extensivamente danos ambientais e degradação do solo no oeste dos EUA;  lá, a erosão do solo é um problema sério e é em grande parte causado pela monocultura de milho e soja para as indústrias de porcos e galinhas. (Dr. PhD Peter Cheeke, “Contemporary Issues in Animal Agriculture”, Questões Atuais da Pecuária, 1999)

O departamento norte-americano de Pecuária, a inspetoria do Serviço de Saúde Animal e Vegetal (US Department of Agriculture Animal & Plant Health Inspection Service’s Wildlife Services) e os criadores de gado matam os animais nativos para poupar o rebanho. Tendo eliminado os lobos e os ursos (Dr. PhD Peter Cheeke, “Contemporary Issues in Animal Agriculture”, Questões Atuais da Pecuária, 1999), os caçadores do governo federal agora matam, a cada ano, cerca de 100 mil coiotes, linces, leões-da-montanha, porcos selvagens e bisões, para impedir a competição pelo pasto, a predação e o espalhamento de doenças. (Washington Post, 4/11/1998)

Aqueles que alegam se importar com o bem-estar dos seres humanos e com a preservação do meio-ambiente deveriam se tornar vegetarianos só por esse motivo. Desta maneira, essas pessoas aumentariam a quantidade de grãos disponíveis para alimentar as pessoas em todos os lugares, reduziriam a poluição, poupariam água e energia, e cessariam de contribuir para o desmatamento de florestas;  e mais ainda, já que a dieta vegetariana é mais barata do que a dieta baseada em carne, essas pessoas teriam mais dinheiro para empregar no alívio da fome, controle de população ou qualquer causa social ou política que julguem mais urgente. Quando os não-vegetarianos dizem que “os problemas humanos vêm em primeiro lugar”, eu não consigo deixar de questionar o quê exatamente eles estão fazendo pelos seres humanos que os obrigam a continuar seu apoio ao desperdício e à brutal exploração dos animais de fazenda.

Peter Singer, Animal Liberation (Liberação Animal), 1990

Fonte: vegetarianismo.com.br

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