VÓS SOIS DEUSES.

“Muito antigamente, quando a primeira trepidação da fala me chegou aos lábios, subi a montanha sagrada e conversei com Deus, dizendo:
– Senhor, sou vosso escravo. Vossa vontade oculta é minha lei e vou cumpri-la para todo o sempre.
Mas Deus não respondeu e passou por mim como uma tempestade violenta.

Mil anos depois, voltei a subir a montanha sagrada e falei de novo com Deus, dizendo:
– Criador, sou vossa criatura. Com barro me fizestes e a vós devo tudo o que sou.
Mas Deus não me respondeu e passou por mim como mil asas velozes.

Depois de mil anos, subi a montanha sagrada e falei de novo com Deus:
– Pai, sou vosso filho. Com amor e compaixão me destes a vida e com amor e adoração vou herdar vosso reino.
Mas Deus não me respondeu e passou por mim como os véus da neblina das montanhas distantes.

Passados outros mil anos, subi a montanha sagrada e me dirigi ao Criador de novo, dizendo:
– Meu Deus, meu alvo e minha plenitude, sou vosso ontem e vós sois meu amanhã. Sou vossa raiz na terra e voz sois minha flor no céu, e juntos crescemos diante da face do sol.

Então Deus se inclinou para mim e sussurrou em meus ouvidos palavras doces e, como o mar que abraça um riacho que nele deságua, ele me abraçou.

E, quando desci para os vales e as planícies, Deus também estava lá.”

Gibran Khalil Gibran; O louco

E aqui temos a metáfora da humanidade em relação ao seu Criador.

Primeiro, como submissão (o esperar receber, a comunicação unilateral) pela força (Lei) e temor. Depois, submissão pela hierarquia e respeito (pai/filho). Após, a submissão pelo amor. Só quando o homem toma consciência do seu papel aqui (de que ele também é Deus, e cabe a ele tentar ser perfeito como o Criador o é) é que a comunicação se torna bi-direcional.

Lindo como ele descreve a fusão com o TODO, e a percepção do TODO em TUDO.

Obrigado por botar isso no Orkut, Bianca!

Fonte: www.saindodamatrix.com.br

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outubro 19, 2009 at 11:46 pm Deixe um comentário

A GRANDE MAGIA: SER CANAL DO AMOR E PARCEIRO DA LUZ.

A grande magia é a arte de ser útil àquelas vagas sutis que estimulam o progresso de todos os seres. Ser canal consciente das ondas de amor que interpenetram a vida. Ser parceiro da luz na consecução dos valores verdadeiros.

O mago verdadeiro é súdito do amor e parceiro da natureza. Trabalha com seus elementos como quem pede passagem para algo sagrado. Sabe que os seus movimentos são observados no seio do invisível.

Ao entrar em relação com seus elementos invisíveis, ele sabe que, além das coisas físicas que podem servir de receptáculo às energias do Astral, o seu próprio coração é o principal conversor e receptáculo das forças vitais.
Ele sabe que o grande potencial está em si mesmo, pois é um ser de luz, é divino e eterno, e carrega o potencial das estrelas no brilho de seus olhos.

O mago verdadeiro jamais assalta os poderes da natureza. Ele a respeita profundamente. Por isso, não força a barra, somente age com elegância e educação no trato com o Invisível que rodeia os seres vivos.
Quando ele vê algum mal feito na intenção de alguém, realizado por alguém sem ética na jornada espiritual, e que usou as forças cegas da natureza para isso, simplesmente ele mergulha na prece e roga aos poderes celestes que transformem tal ação indigna em aprendizado por parte de quem remeteu o mal para outro.

Como a natureza é simpática a ele, pelo seu respeito e generosidade, atende o seu pedido e envia os seus guardiões astrais para os devidos ajustes energéticos com os violadores psíquicos que usaram as energias para o malefício.

O mago verdadeiro é simples e alegre. Os espíritos da natureza o adoram!
Por onde ele vai, um séqüito desses seres o acompanha. Eles gostam de sua aura jovial. Eles sabem que a Luz é sua parceira incondicional.

O mago verdadeiro é igual a um sol. E por onde ele vai, a grande magia acontece:
“O Amor floresce nos caminhos, dos homens e dos espíritos.”

(Estes escritos são dedicados ao mestre Phillipe de Lyon, um dos grandes taumaturgos do Cristo, e que era um mago verdadeiro na cura e transformação dos homens).

P.S.: Escrevi este texto sob a inspiração espiritual do mestre Omraam Mikhael Aivanhov.

Nota: Enquanto passava a limpo estes escritos, lembrei-me de dois outros textos que se correlacionam com esse de agora. Seguem-se os mesmos abaixo.

MAGO BRANCO

Os caminhos da magia se interconectam no espaço/tempo, através das energias da natureza. O mago é aquele que se sintoniza com a natureza e extrai dela as essências energéticas e a força com que norteia o seu trabalho.
Admirando a natureza, ele procura beijar o sol, a lua e as estrelas.
Logo, mago branco é todo aquele que procura ver em todas as criaturas o sol, a lua, as estrelas e a natureza.
Por isso, ele beija e admira todos como emanações da própria natureza.
Quem quiser ser mago branco, que comece a admirar os semelhantes e a ver neles a expressão da natureza, que, por sua vez, é a expressão do próprio Criador.

– Mikhael Aivanhov –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Texto extraído do livro “Viagem Espiritual I” – Wagner Borges – Editora Universalista – 1993.)
MILHÕES DE SÓIS

Eis aí a alma do sábio:
Tão brilhante como o Sol,
Tão suave como a luz do luar,
Tão esperançoso na evolução de todos os seres,
Tão simples e alegre, igual as crianças.
Seu olhar lúcido vê além da Terra, do Fogo,
Da Água, do Ar e do Akasha.
Presencia a criação das estrelas
E é capaz de viajar por entre as dimensões.
Eis aí a alma do sábio, que é UNO com Brahman!
E o melhor de tudo:
“Ele tem milhões de sóis no centro do coração”!
OM TAT SAT!

Por Wagner Borges

Fonte: www.somostodosum.ig.com.br

outubro 15, 2009 at 2:03 pm 1 comentário

POESIAS DE KABIR.

Homem! não conheces sequer teu próprio Senhor;
de que te orgulhas tanto?
Esquece tua habilidade: meras palavras
jamais te unirão a Ele.
Não te enganes com o testemunho das Escrituras:
O amor é diferente, e aquele que o procurou
verdadeiramente encontrou-o.

O sabor de vagar no oceano da vida eterna
livrou-me de todas as minhas perguntas:
Assim como a árvore está na semente,
todas as enfermidades abrigam-se na dúvida.

Eu não sou devoto nem ateu,
Não me guio por lei nem por razão,
Não sou conferencista e não sou ouvinte,
Não sou nem servo nem senhor,
Não estou acorrentado, tampouco sou livre,
Não estou ligado nem desligado,
Não estou longe de ninguém, não estou próximo de ninguém,
Eu não irei nem para o inferno nem para o céu.
Cumpro todos os meus deveres,
Embora deles esteja apartado.
Poucos compreendem o que quero dizer:
Aquele que compreende, permanece impassível.
Kabir não procura nem estabelecer nem destruir.

O Mendigo está sempre a esmolar,
Porém eu sequer O avistei.
E que pediria eu ao Esmoler?
Ele me dá sem que eu peça.
Kabir diz: “A Ele pertenço: cumpra-se pois
o que se deve cumprir!”

A quem procurar para saber de meu Amado?
Kabir diz: “Assim como nunca poderás encontrar
a floresta se ignoras a árvore,
jamais O encontrarás
em meio a conceitos e abstrações”.

A jóia afundou na lama,
E todos querem encontrá-la.
Alguns procuram-na a oriente, outros
a ocidente; buscam uns na água,
outros entre as pedras.
Porém o servo Kabir avaliou-a em seu
justo valor, e envolveu-a com cuidado
na bainha do manto de seu coração.

Esvazia a taça! Te embriaga!
Bebe o divino néctar de Seu Nome!
Kabir diz: “Escuta-me, caro Sadhu!
Da sola dos pés ao topo da cabeça,
esta mente está cheia de veneno”.

outubro 13, 2009 at 12:31 am Deixe um comentário

ANIMAIS: EU VOS AGRADEÇO IMENSAMENTE.

Quero agradecer todas as formas de vida que passaram pela minha vida, e as que fazem parte no momento.

Em especial aos animais, pois doaram seu amor, carinho, respeito, lealdade, companherismo, e pela aceitação de minha pessoa.

Muito obrigada a Xulica, Buttuca, Pequis, Lili, Sunny, Paquito, Boomer, Samanta, Diogo, Chico, Nina, Catucha, Marita, Eugenia, Holly, Luisa, Marieta, Nana, Lobinha, Miguel, Julia, Supra, Menina, Dedê , Vidinha, Giló, Pedrinho, Mantinha, aos dois irmãozinhos, aos gatos, aos que doaram seus corpos já sem vida para aula de anatomia, enfim a todos, são muitos para descrevê-los aqui.

Com eles eu aprendi muitas coisas, em especial o que é lealdade, fidelidade, amor incondicional, doação e acima de tudo que a Vida que vive em mim Vive neles.

Muito grata de coração.

Cristiane Renata Camargo Cecconello Andrade Silva.

outubro 10, 2009 at 10:46 pm Deixe um comentário

OSHO – EGO, O FALSO CENTRO.

 “O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.

Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro. Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.

Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.

Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o ‘outro’, também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.

Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.

Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz ‘você é bonita’, se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer. 

Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.

E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce – um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo. 

Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas.

O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não. 

O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido através da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você. 

O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.

Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo. Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão. 

Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro…

Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento.

A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu – não é possível.

E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.

Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz ‘que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.’ Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala – ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado. 

O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção.

Você obtém dos outros a idéia de quem você é.  Não é uma experiência direta. 

É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele.

Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade – o ego. Esse é algo falso –  é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo. Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é. 

Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão. Você estará simplesmente confuso, um caos. 

Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas…

Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de “eu sou”. Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos – porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser… É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca – a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo. 

Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.

E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo.

 Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca –  e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto. 

Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido. 

Por um certo tempo, todos os limite ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto. 

Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.

Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade – essa é a própria ordem da existência. 

 É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas…

O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?

O ego não é individual. O ego é um fenômeno social – ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?  E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer…

E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.

Tente entender isso. E comece a procurar o ego – não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.

Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu – seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.

As causas não estão fora de você.

A causa básica está dentro de você – mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: ‘Quem está me tornando infeliz?’ ‘Quem está causando a minha raiva?’ ‘Quem está causando a minha angústia?

Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego. 

E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo – porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido. 

Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: ‘tornei-me humilde’…

Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria – então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.

 E então você nunca diz: ‘eu abandonei o ego’. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade…

É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.

Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.

Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.

Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo… e então o verdadeiro centro surge.

E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir.”
                                                                                  OSHO, Além das Fronteiras da Mente.

Copyright © 2006 OSHO INTERNATIONAL FOUNDATION, Suiça.
Todos os direitos reservados.

Fonte: www.oshobrasil.com.br

outubro 2, 2009 at 2:35 pm 1 comentário

ANIMAL: UM SER SENCIENTE COMO NÓS.

Faça ao outro o que gostaria que fizesse com você, seja ele quem for.

Como você gosta de ser respeitado, o ANIMAL também,

Como você gosta de receber carinho, o ANIMAL  também,

Como você gosta de ser protegido, o ANIMAL também,

Como você gosta de se alimentar bem, o ANIMAL também,

Como você gosta de ser amado, o ANIMAL também,

Como você gosta de ser bem cuidado quando doente, o ANIMAL também

Como você gosta de repartir sua amizade, o ANIMAL também,

Como você gosta de ter lar, o ANIMAL também.

RESPEITE A VIDA, COMO GOSTARIA DE SER RESPEITADO.

A VIDA QUE  VIVE EM VOCÊ, É A MESMA QUE VIVE NO ANIMAL, É  O MESMO SOPRO DO CRIADOR.

Por: Cristiane Renata.C.C.A.Silva.  

setembro 21, 2009 at 12:56 am 1 comentário

SACOLAS ECOLÓGICAS PANO VIVO.

 

Podemos ajudar o Planeta Terra, basta querermos. Há várias maneiras e uma delas é aderir ao uso de sacolas ecológicas. Usando sacolas ecológicas muitas vidas são poupadas, a dos animais. Muitos deles ingerem as sacolinhas plásticas pensando ser  alimento e acabam morrendo. 

Visando o  bem estar da natureza e seus animais que a empresa Bergon lançou no mercado sustentável uma nova marca de sacolas ecológicas, a Pano Vivo (www.panovivo.com.br) ,  o nome já diz tudo, Vida.  A Pano Vivo fez parceria com o Instituto Deco 20, uma parte da renda das sacolas adquiridas com as estampas desenhadas pelas crianças serão convertidas para o Instituo.

Estão diponíveis vários modelos e tamanhos, confira  pelo site, vale a pena!

Somos Todos Um, podemos ajudar a natureza, aos animais, as crianças carentes, enfim a todos, basta querermos.

Cristiane R.C.C.A.Silva

setembro 14, 2009 at 7:46 pm Deixe um comentário

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